Medida pragmática para combater aumento da criminalidade

Temos visto um crescimento rápido da criminalidade, e a mídia tem sido utilizada como eficiente canal de conscientização da população sobre o problema.

Muitas vezes a mídia agrega à informação sobre os eventos dicas de prevenção e segurança, o que é de indubitável utilidade pública.

Neste diapasão, trazemos a sugestão da divulgação de uma medida de segurança simples e extremamente eficiente, que espantosamente ainda não foi divulgada em nenhum canal de mídia.

Trata-se de medida simples e que é adotada como banal e cotidiana em países de primeiro mundo. Com efeito, a primeira vez que vi isso – e fiquei espantado, graças ao meu provincianismo – foi com minha tia que residia nos Estados Unidos, que o fazia como se fosse a coisa mais banal do mundo.

Falo da inscrição do nome e telefone do proprietário nos seus pertences.

Medida simplória com bombástico efeito sobre a criminalidade, pois faz que o produto roubado não possa ser vendido com facilidade, tenha valor drasticamente reduzido no mercado de roubados, e ainda pode possibilitar a denúncia do criminoso.

Incômodo gravar o nome e outros dados na traseira do notebook novinho, de última geração e na cor mais linda do momento? Ora, é um paradigma a ser superado. E com a ajuda da mídia esse medo de ser diferente certamente cairá por terra.

Aliás, se o Governo pagasse uma propaganda em que uma celebridade qualquer aparecesse gravando dados de identificação no celular da moda, a medida se popularizaria em fração de segundos.

Certamente alguns dirão que isso não evita que o bem seja roubado. Na verdade evitará sim, mas em alguns poucos casos em que o criminoso veja a marcação antes de roubar (isso beneficiará, portanto, os cidadãos ousados que inscreverem os dados em tamanho grande e em parte visível do produto). Mas antes disso, é preciso considerar a criminalidade um pouco mais sistematicamente, ou seja, é preciso deixar o imediatismo e o egoísmo e considerar que um criminoso que roubou bem que não consegue vender, ou tem que vender por preço extremamente barato, não vai contar vantagem e nem exibir riqueza a outros fracos que estejam no limiar da criminalidade, que ainda estejam na linha divisória da vida comum e do crime, e que são influenciados quando vêm que os criminosos se saem bem e com facilidade.

Em suma, a questão passa não apenas pelo imediatismo pessoal, que envolve o não ser roubado e a possibilidade de recuperação do bem (que são vantagens imediatas da inscrição do nome), mas principalmente pela mediata desestimulação da criminalidade, que somada a outras tantas medidas e políticas, vai ao menos dificultar a vida dos criminosos e frear a aceleração da violência.

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